Faz algum tempo que não sei o que é escrever em um Blog. Mas lembro que é muito bom, na maioria das vezes. Ando retomando algumas coisas na minha vida e deixando outras de lado. Acho que todos nós deveríamos fazer "limpezas" periódicas. Pelo menos por alguns momentos nos da uma sensação de frescor no rosto e novidade no ar. Coisa que é impossível se de julgar ruim, a não ser por aquele tipo de pessoa que tem medo da vida, mas acredito que não seja o caso aqui. Mas vou falar de algo específico e que pra muitos como eu acaba sendo até um clichê. Esperança! Quem nunca teve esperança em algo ou alguém? As vezes eu me pego me indagando se a esperança tem um limite ou se ela deve ir até onde a nossa coragem permitir. É, eu acho que a esperança tem uma ligação extreita com a coragem, de arriscar, de tentar de novo, de quebrar a cara, de levantar, enfim. E você é do tipo com muita ou pouca coragem? Não sei o que dizer de mim, tenho coragem pra muitas coisas, mas tremo igual vara...
Nestas minhas buscas insessantes por coisas que ler que me aliviem os momentos de desespero que não demonstro a ninguém e em que fico aqui em meu quarto, deitado em minha cama sentindo pena de mim mesmo e ao mesmo tempo me achando um pateta por estar sendo tão fraco é que encontro coisas realmente boas, que me ajudam a entender um pouquinho melhor quem sou eu e o porque de toda essa birra e insensatez que possuo e exponho em alguns momentos com gestos e/ou palavras, e me inspiram a escrever. Pois bem, vou ser sensato (ou não) e falar finalmente um pouco mais de mim pra quem quiser saber, é claro. Estudo, e adoro o que estudo, mas não estudo tanto quanto deveria estudar. Tenho um sono totalmente desregulado, às vezes durmo 4 horas, às vezes 14, tudo depende de quanto "ariano" levei meu dia. Falando nisso, sim, sou ariano do dia 25 de março (fácil de recordar, não?). Me considero muito ariano, exceto pelo fato de ter um pouco mais de paciência com as coisas e pessoas (ou pelo...
No lado de fora da janela uma garoa fina, de "espantar bobo", caía e encharcava os galhos dos ciprestes que ornamentavam a calçada de entrada daquele velho prédio acinzentado de paredes marcadas pela umidade onde vivia desde os nove anos no apartamento número 803 com sua mãe, uma secretária de qualquer lugar, que passava os dias ao telefone, e sua irmã menor, pré-adolescente irritadiça que começava a dar os primeiros passos no campo das relações amorosas. Sentada no parapeito da sacada, fumando o ultimo cigarro do masso que havia comprado ontem, ela pensava no último incidente amoroso que lhe ocorrera, do qual havia restado um semestre perdido da faculdade de Farmácia, alguns meses de terapia, alguns muitos amigos a menos, e os sentimentos reprimidos de impotência e desespero que escondia atrás de seu orgulho. Cansada...
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